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10 Animais Famosos Da TV e no Cinema


Seja na televisão ou cinema, é mais do que certo que um animalzinho carismático alavanca índices de audiência ou vendas de bilheteria. Muitos diretores souberam como ganhar o coração do público ao adotar cãezinhos e outras espécies animais em suas produções, tornando-as grandes sucessos de público - ou, no mínimo, alvo de vários comentários!


Até mesmo a equipe de produção do reality show "A Fazenda" soube como se aproveitar da fofura de um animalzinho para chamar a atenção dos telespectadores. Max, um cachorro da raça Golden Retriever, ganhou tanto destaque entre os participantes que muitos chegaram a dizer, mesmo que de brincadeira, que ele era o favorito para levar o prêmio de R$ 1 milhão no final da atração da Rede Record. Na primeira edição do programa, o cãozinho já havia feito a alegria dos fazendeiros do programa e caiu no gosto do público.


Na novela "América", de Glória Perez, foi a vez do boi Bandido ser alvo de comentários por parte do público. Apesar de não ter sido visto com tanta meiguice pelos telespectadores se comparado aos outros animais que fizeram sucesso na TV e no Cinema, o personagem teve lá seu papel na trama. Foi considerado um desafio de montaria para Tião (Murilo Benício), ambos sempre "trocando olhares" quando o peão cruzava com o boi. Na vida real, Bandido ficou conhecido por derrubar inúmeros peões que nele tentaram montar, até sua morte em janeiro de 2009.


Mas não é só a base de cachorros que vive o cinema americano! Até mesmo um suíno, cheio de bondade e educação, vira tema de filme. Babe, o porquinho atrapalhado, um filme australiano lançado em 1995, foi tão bem produzido que chegou a ganhar o Oscar de "Melhores Efeitos Visuais", além de um Globo de Ouro na categoria "Melhor Comédia ou Musical". A história conta com animais falantes que se metem em muita confusão - mas nada se compara à Babe acreditar que é um cachorro e convencer até mesmo seu dono a inscrevê-lo num campeonato de cães pastores!


Ainda no âmbito dos sucessos antigos, o cachorro Rin Tin Tin também fez muito sucesso há vários anos em séries e filmes. O Pastor Alemão ficou conhecido a partir da década de 20 e, assim como "Lassie", chegou até mesmo a ganhar uma estrela na Calçada da Fama. O valente herói canino acompanhava uma unidade da Cavalaria dos Estados Unidos e seu melhor amigo era o Cabo Rusty, um pequeno garotinho que havia perdido os pais em um ataque indígena. Aqui no Brasil, a série ganhou grande destaque entre 1954 e 1959.


E quem é que já não olhou para um cãozinho como o da foto e, sem pensar duas vezes, disse "Uma Lassie"? A cadela da raça Collie ganhou destaque inicialmente com um filme produzido em 1943 a partir de um livro publicado pelo escritor Eric Knight e, desde então, ganhou incontáveis sequências no formato de séries de TV e longa-metragens. Na pele de uma cachorrinha corajosa, leal e sempre pronta para encarar qualquer tipo de aventura, o animalzinho - que na verdade era um macho - protagonizou uma seriado entre 1954 e 1974, sendo exibido na década de 70 pela Globo.


As novelas também souberam aproveitar animais bastante inusitados para chamar a atenção do público. Na novela global "Caras & Bocas", um chimpanzé extremamente arteiro - e artista! - foge de um circo e chega à casa de Denis (Marcos Pasquim), onde apronta todas. Apesar de sempre meter seu "dono" nas maiores roubadas, as obras de arte feitas pelo macaco Xico fazem com que Denis ganhe fama como um conceituado pintor. Isso que é mascote!


Também um grande sucesso de bilheterias, Marley & Eu - o livro que virou filme em 2008 - traz em sua história um cãozinho da raça Labrador que, o tem de lindo, tem que bagunceiro. Não há nada que ele não destrua durante a história, contada por um jornalista norte-americano chamado John Grogan. Com um final bastante emocionante, muitas pessoas saíram com os olhinhos cheios de lágrimas das salas de cinema. Talvez tenha sido esse diferencial que chamou tanto assim a atenção do público!


Seguindo o mesmo destino de alguns personagens famosos dentre os animais, o nome Flipper virou praticamente sinônimo para a espécie dos golfinhos. Sua história começa com um garoto chamado Sandy que, ao passar as férias na casa do tio, conhece Flipper, um golfinho que conseguiu escapar de uma tentativa de caça. Os dois, então, tornam-se grandes amigos. Depois de ter um filme lançado em 1963, o animal carismático conquistou o público e, em 1996, ganhou um remake e até série de televisão.


No filme Beethoven, O Magnífico, um cachorro da raça São Bernardo chega à casa da família Newton e, à medida que o filhotinho vai crescendo, se mete em cada vez mais confusões. A comédia, produzida em 1992, fez tanto sucesso que o longa estrelado pelo canino de mais de 80 quilos ganhou mais algumas sequências, chegando ao sexto filme da série em 2008 - apesar de nenhum deles ter se destacado tanto quanto o primeiro. A imagem de Beethoven ficou tão gravada na mente do público que, naquela época, muitos cães desta raça foram homenageados com o mesmo nome do astro e a moda continua até hoje.


Puxando um pouco mais para a atualidade, os estúdios Disney lançaram em 1996 o filme 101 Dálmatas. Com Glenn Close no papel da malvada Cruella De Vil, a produção trata-se de uma adaptação do desenho homônimo, de 1961. Além da sequência "102 Dálmatas", nos cinemas em 2000, foi lançada também uma infinidade de brinquedos e outros produtos. Deu tão certo que, entre os dez filmes mais lucrativos que estrelam cachorros, só o primeiro filme rendeu US$ 136 milhões apenas nos EUA, além dos US$ 320 milhões no mundo, alcançando o segundo lugar da lista.

Robert Pattinson E Seus Variados Looks Do Momento - Por Juliana Ariza Consultora de Moda


O cara fez uma pequena participação em um dos filmes da saga "Harry Potter" e depois conquistou milhares de fãs pelo mundo como o vampiro romântico Edward Cullen no filme "Crepúsculo". Robert Pattinson atingiu a fama e o coração de várias moçoilas sedentas por uma mordidinha do rapaz. Mas será que ele acerta sempre nos looks que escolhe? Confira!



"Parece que o ator gostou do estilo 'Crepúsculo' de ser. Adoro o look! Acho sexy, moderno e chic! Mas como sou perfeccionista, acho que a camisa deveria estar para fora ou do jeito que está com um cinto!"



"Nesse dia ele deve ter acordado atrasado e colocado a primeira roupa que viu pela frente porque nem o cabelo ele penteou. Talvez se a calça estivesse com a barra feita e não dobrada - que é horrível - e ao invés da camisa por baixo da jaqueta ele colocasse uma camiseta, a produção desse certo."



"Jesus me abana, que lindo! Adoro homem de smoking e sem a gravata borboleta é o máximo! Esta camisa cinza deixou elegante sem perder a contemporaneidade. Repare como o cabelo muda completamente o visual! Ele está muito mais charmoso nessa foto."


"Que carinha de sono! Essa jaqueta e esse boné já apareceram em outras produções do ator comentadas acima, um ótimo exemplo de como o intercâmbio de peças possibilita vários visuais diferentes."


"Gostei do look mais desencanado, mas acho que essa estampa no bolso da camisa parece de uniforme. Mandou bem na escolha do azul cobalto, que está na moda e cai muito bem para ele. Garotos, este é o óculos do momento, fica a dica! Não gostei do boné azul marinho... melhor sem, mostrando o corte de cabelo dele, bem bagunçado, que eu ADORO!"


"Perfeito! Nada foi colocado por acaso, e funcionou muito bem. A camiseta amarela dá vida ao visual neutro. Já a jaqueta azul marinho super moderna deixa o look mais fashion e bonito, além de contrastar muito bem com a camiseta e o jeans black."


"Nesta foto ele está mais modernete. A jaqueta de couro é linda e ficou ótima sobreposta em outra jaque
ta! Outro acerto foi a composição de tom sobre tom, que funcionou super bem e criou um visual mais clássico. O boné tira um pouco a seriedade do look o que é bacana senão com essa barba pesada ele ficaria com cara de pai!"



"Super bacana! Look marrom total só com a camisa branca para quebrar e não deixar o visual tão sério. Amei este casaco longo, bem contemporâneo e diferente, sai do lugar comum. Esse cabelo e a barba por fazer são muito sexy, meninos, por favor, copiem!"


"Perfeito! Digno de celebridade! Terno com camisa azul é tudo! Os óculos Ray Ban, tendência do momento, deixaram o ator ainda mais charmoso e irresistível! Preciso parar de babar..."


"Visual básico, moderno e super clean. Ainda é casual, mas bem descolado. Reparem na lavagem desgastada do jeans rasgado, que deixa o look mais fashion. Acho que a camiseta podia ter mais cor, ou ser branca mesmo. Mas quem liga? O astro de 'Crepúsculo' fica gato de qualquer jeito!"

O espartilho está de volta


O espartilho está de volta. Ao contrário do que muitos possam pensar, a peça não tem mais só a missão de modelar as curvas femininas. Atualmente, o espartilho é um adereço para ficar à mostra. Com a benção de Dita von Teese, vem sendo usada para definir a silhueta de beldades como Nicole Kidman, Penélope Cruz, Kate Hudson e Fergie, estrelas que aderiram a este símbolo do fetiche após as filmagens de "Nine".

O espartilho entrou de vez para o guarda-roupa feminino - para o deleite de muitos - após décadas escondido em meio à tirania física. Roupa que já foi considerada démodé, agora retorna como uma tendência de moda.

Sua história remonta do século 18, quando as damas da corte francesa usavam os volumosos vestidos acinturados de grandes decotes, modelados por espartilhos apertados que não permitiam movimentos bruscos.

A tirania fica à evidente no filme "E o vento levou", na famosa cena em que Mammy aperta as fitas do espartilho de Escarlate até deixá-la sem ar. A peça parou de ser usada no início do século 20, quando Paul Poiret decretou o fim do "bustier" feminino com a criação de um vestido de corte reto até os pés.

Essa mesma opinião também mantinha Coco Chanel, que considerava a peça "desnecessária" e aconselhava as mulheres a "se libertarem desse artifício". Foi assim até que Christian Dior nos anos 40 criou o "new look", que buscava no espartilho modelar a cintura e destacar os contornos femininos.

O amante das mulheres Yves Saint Laurent foi o homem que teve autoridade para banir o "bustiê". Nos anos 80, porém, a rainha do pop Madonna conseguiu ressuscitá-lo e popularizá-lo pelas mãos do estilista Jean-Paul Gaultier, quem conferiu a peça o devido valor, deixando-a acessível aos olhos de todos.
- Na medida em que as mulheres foram conquistando mais espaço na sociedade, as roupas delas também tornaram-se mais sensuais e sedutoras. "A volta do espartilho é consequência da necessidade da mulher de se expressar e reafirmar sua feminilidade. Nos dias de hoje, a mulher já não usa espartilho por imposição, mas porque quer, por vontade própria", conta Maya Hansen, estilista de espartilhos.


"Uma mulher de espartilho tem personalidade forte, além de querer destacar sua cintura, realçar seu peito e transmitir uma imagem sexy e feminina. Atualmente, as mulheres não usam o espartilho simplesmente para seduzir o namorado, mas para si mesma, para sentirem-se mais bonitas", declara a estilista espanhola.

Sempre haverá mulheres, no entanto, principalmente as feministas, que não veem com bons olhos o retorno do espartilho ao guarda-roupa feminino. Mas é inegável que a peça é sensual e abre mais um caminho ao fetiche.


Uma coisa que eu tenho a certeza de que muita mulher gosta é de se sempre atraente e também de estar vindo a ter sempre uma carta escondida para que assim tenha uma melhor forma de vir a surpreender os homens, desta forma uma coisa que pode vir a ser muito mais de muito valor para que você saiba é que uma coisa que pode voltar a ser o grande símbolo da sensualidade feminina é o espartilho.

Sendo assim para que você tenha uma noção do que eu estou falando em um filme que foi lançado recentemente que se chama “Nine” é um musical onde eles exploram muito a sensualidade das mulheres que nele participam assim tendo com a peça fundamental de roupa o espartilho que vem a ser muito antigo o seu modelo porem agora mais moderno e com os cortes mais diferentes tendo algumas que pode estar vindo a ser utilizados até mesmo em um ambiente mais casual com uma balada, assim colocando apenas um jeans e já esta por conta.

Nas lojas de lingerie você pode vir a encontra os mais variados modelos e também assim pode ter uma grande opção de cores que a cada doa pode ser mais variada sendo que na minha opinião os mais procurados deve ser os vermelhos que é a cor da paixão e da sedução, então não deixe mais passar muito tempo que eu tenho certeza de que você não vai se arrepender do que pode vir a encontra e também que vai fazer um ótimo proveito do mesmo.


Após séculos de existência, o espartilho, também chamado corset, volta à cena. Hoje, famosas vestidas com um exemplar glamouroso desfilam na televisão, aparecem em ensaios de moda, shows e festas badaladas. Mas, deixando de lado o apelo fashion, muitas mulheres veem aí a chance de praticar "tight lacing" - traduzindo, "laço apertado" - cuja finalidade é perder medidas.
Essa prática remete a séculos passados e pode trazer muitos riscos à saúde. Quem recorre ao "tight lacing" acredita que, ao usar a peça apertada sobre o corpo, poderá manter a postura ereta e terá mais êxito nas dietas, pois, com o estômago pressionado, não conseguirá comer muito.

"Dá para perder de 6 a 10 centímetros de cintura ao usar o corset num período mínimo de 8 horas diárias, durante 4 a 6 meses", garante a paulistana Sher, de 28 anos, dona da marca Madame Sher, a queridinha de muitas famosas, como Ivete Sangalo e Fernanda Young. "Isso é possível porque a peça faz pressão nas costelas flutuantes." Essas costelas são os dois últimos pares e as únicas que não se unem na frente, como as demais. Por ficarem "abertas", são denominadas flutuantes.

Confeccionado em várias camadas de tecido resistente, o espartilho recebe reforços em alumínio ou aço inoxidável embutido (conhecidos por "barbatanas") para pressionar áreas estratégicas, quando a amarração das costas é puxada e apertada. Para modificar o formato natural da região, é preciso usá-lo diariamente e por longos períodos.

Médicos, porém, desaprovam esse tipo de prática. O cirurgião vascular da Beneficência Portuguesa, Fábio Haddad, alerta para os riscos da pressão excessiva no abdome. "Isso reflete nos órgãos internos e, consequentemente, no aumento da pressão venosa, ou seja, das veias centrais, precipitando o aparecimento de varizes e inchaço nas pernas. Em casos extremos, isso pode causar uma trombose." E mais: a pressão interna eleva o diafragma, modificando a dinâmica respiratória. Isso pode levar à atelectasia, resultado da diminuição da ventilação pulmonar, o que pode provocar acúmulo de secreções e até uma infecção.

De acordo com o médico ortopedista Maurício de Moraes, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de São Paulo (IOT-SP), tudo o que comprime a região das costas e da paravertebral (ao lado das vértebras) limita os movimentos. Isso faz com que os músculos sejam pouco requisitados e, consequentemente, percam a força. "Sem tônus muscular, a coluna perde a estabilidade, o que pode provocar problemas de postura e dificuldade para permanecer em pé por muito tempo", adverte.

Com relação à pressão sofrida nas costelas flutuantes, a fim de moldá-las, Moraes explica que realmente não são fáceis de quebrar por estarem presas apenas na parte de trás. Mas elas são assim justamente para não comprimirem o abdome e para protegerem os órgãos vitais. "Nada substitui a atividade física", conclui o ortopedista. "O que deixa a postura ereta e a cintura definida é a musculatura fortalecida."

Eleitorado. "Nesses meus 10 anos pesquisando e desenvolvendo peças, nunca tive nenhum problema entre as minhas clientes", defende-se Sher, cujos corsets para tight lacing, batizados de Tight Comfort, custam entre R$ 350,00 e R$ 450,00, enquanto os modelos de festa alcançam pequenas fortunas. "Sempre as aviso que essa prática envolve riscos. Não é toda mulher que pode usá-los e aconselho o acompanhamento de um ortopedista a cada seis meses."

Embora os médicos não aconselhem esse tipo de produto para ninguém, a corsetière Sher - apelido de velhos tempos, que se sobrepôs ao nome de batismo, Leandra Rios - avisa, inclusive em sua página na web, que o tight lacing é contraindicado em casos de problemas circulatórios e/ou varizes, comprometimento de qualquer órgão interno, hérnia de disco, cirurgias recentes na região do abdome, e para crianças em fase de crescimento e pessoas sedentárias. Essa última contraindicação está relacionada à necessidade de se fazer abdominais diariamente, para compensar a perda de tônus muscular, porque o uso prolongado do corset acaba assumindo a função da musculatura, responsável pela sustentação da coluna.

Atualmente, a corsetière se diz praticante "esporádica" de tight lacing - mas só não usa espartilhos duas vezes por semana. Com a prática, conseguiu moldar sua cintura para 58 centímetros no seu corpo de 1,63 metros de altura e 62 quilos. Usando o corsert, sua circunferência fica com 55 centímetros. Nos modelos para festa, chega a alcançar 48 centímetros, "para uma produção bem exótica".

Apesar dos alertas, muitas mulheres se submetem a práticas perigosas para conseguir uma silhueta perfeita. Até mesmo uma médica de 32 anos, que admite conhecer os riscos, lança mão desse artifício para acentuar as curvas. "Em um ano, reduzi 18 centímetros de cintura e emagreci 7 quilos, associando essa prática a academia", conta Renata (prefere não revelar seu sobrenome), que tem 1,70 metro e agora pesa 70 quilos. "No começo, que é a fase de adaptação, senti falta de ar, porque a pressão diminui a capacidade pulmonar, mas depois me acostumei, a ponto de nem me incomodar com as apertadas, que vão aumentando gradativamente."

Renata tem três espartilhos para a prática de tight lacing, confeccionados pela estilista paulistana Lili Angelika, de 51 anos, dona da marca Fetishe Furrys, que os vende por R$ 520,00 cada. Não contente, desembolsou mais R$ 1 mil para comprar outro modelador, chamado "disciplinador de quadril", a fim de reduzir o acúmulo de gordura na região - em vez de limitar-se à cintura, essa peça prolonga-se até o cóccix, aquele ossinho que fica no final da coluna vertebral. "Uso só às vezes, porque limita muito os movimentos e não dá para vestir com jeans, só com vestido", relata a médica.

A estilista Lili admite que as peças são perigosas. Por isso, entrega para as clientes um manual de como utilizá-las de forma correta, e faz com que assinem uma declaração de responsabilidade. "Deve-se tomar cuidado, porque o espartilho causa dependência, já que as pessoas acabam se acostumando com seu uso ao longo do tempo", avisa Lili.

Diferentemente dos modelos de festa, que servem apenas para incrementar a produção, os que são usados para tight lacing devem ser feitos sob medida. "Cada tronco é diferente do outro, por isso, é preciso saber com exatidão onde pode ser apertado", adverte a estilista. "Uma peça feita em escala, por exemplo, pode pressionar erradamente uma costela, causando sérios danos."

Mais sacrifícios. Entre o arsenal oferecido no mercado, existe um body modelador que está sendo bem procurado, o Lift’n’Shape. É anunciado como um produto para "diminuir até três números do seu manequim na hora". Não satisfeitas, algumas mulheres levam para casa peças até dois números menores, na ânsia de reduzir medidas.

"A pressão no estômago é tão grande que perdemos a fome ", diz a psicopedagoga carioca Bianca Siebra, de 40 anos. "É melhor do que tomar remédio para emagrecer porque, diferentemente dos moderadores de apetite, não tem efeito colateral." Entre suas amigas, várias são adeptas dessa prática e festejam os resultados.

Feito de elastano, o produto não causaria problemas se os tamanhos recomendados fossem respeitados, observa o cirurgião vascular Haddad. Contudo, seu uso equivocado cai no mesmo problema do corset para o tight lacing: o excesso de pressão é um risco à saúde. Como ressalta João Appolinário, diretor da Polishop, site de vendas do Lift’n’Shape, essa peça consegue distribuir de forma mais homogênea a "gordurinha" em excesso. E só.

A obsessão pelas formas leva as mulheres a cometerem maluquices. Segundo a historiadora carioca Mary Del Priory, o resultado das revoluções femininas até o século 20 é ambíguo, porque aponta para conquistas e também cria armadilhas. "Mesmo tomando posse do controle do seu corpo, mesmo regulando o momento de conceber, a mulher não está fazendo mais do que repetir grandes modelos tradicionais", escreve em seu livro Corpo a Corpo com a Mulher. "Ela continua submissa à tríade de ‘perfeição física’ - juventude, beleza e saúde."

Fã dos corsets

A escritora, roteirista e apresentadora Fernanda Young, de 39 anos, virou colecionadora dos corsets de Madame Sher.

Sobre a prática de tight lacing, Fernanda garante que afinar a cintura nunca foi seu objetivo: "Já tenho a cintura fina. É claro que é legal mantê-la assim, já que a tendência é engrossar a cintura com o passar do tempo. Usá-los não é um sofrimento. Acho delicioso. Ficamos fortes e com a postura vigorosa."

Diz que usa os modelos mais confortáveis no dia a dia. Mas, por causa do calor, tem evitado o uso diário, como era de costume. "Senti que prejudicou um pouco a minha postura. Aguardo o frio para usar diariamente."

Ao ser questionada por que investe em uma peça que remete à opressão feminina, Fernanda responde, sem medir palavras: "Opressão é ficar com essas tangas enfiadas na bunda, se esfolando no Sol, só para agradar ao homem. Não uso nada para agradar a ninguém."

SUA TRAJETÓRIA NO GUARDA-ROUPA FEMININO

Século 16: surgiu de forma rudimentar, com a função de dar suporte aos seios e manter o tronco ereto

Século 18: ganhou estruturas mais flexíveis e ilhoses para a amarração dos cordões

Século 19: eram tão apertados que atrapalhavam a respiração e deformavam a coluna e órgãos internos

Século 20: foram sendo adaptados até a criação do sutiã, pois as mulheres precisavam de conforto para trabalhar

Década de 40: estilistas como Christian Dior e Marcel Rochas o resgataram

Década de 90: Gianni Versace e Jean-Paul Gaultier criaram modelos para serem usados por cima da roupa.

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